sexta-feira, 14 de maio de 2010

Projeto: Àgua Doce - Psicultura e água para a população da Zona Rural

 Projeto Água Doce em Santana (foto acima) está como referencia para o Estado de Alagoas como Projeto de Desenvolvimento Sustentável.

Foto: Secretaria Municipal de Agricultura

 

 

Programa Água Doce firma convênio de R$ 1,5 milhão em Alagoas

Cerca de 24 dessalinizadores serão recuperados no estado
Fernanda Café - estagiária 

Ascom Semarh

Saraiva explica que atuação será focada na recuperação de equipamentos


Na manhã desta sexta-feira (21), integrantes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) estiveram reunidos com funcionários do Ministério do Meio Ambiente (MMA), ligados ao Programa Nacional Água Doce, para discutir o planejamento do projeto dentro de Alagoas em 2010 para a disponibilização de água potável.

A meta inicial é recuperar dessalinizadores de 24 localidades do semi-árido, através da firmação de um convênio de mais de R$ 1,5 milhão.
O coordenador nacional do Programa Água Doce, Renato Saraiva, está em Maceió para fortalecer essa parceria entre a Semarh e a MMA na execução do Plano Estadual do projeto. Segundo ele, os dois principais focos de atuação serão os municípios de Inhapi e Traipú. Os critérios usados vão desde o índice pluviométrico ao Índice de Desenvolvimento Humano.

“Na verdade, muitas áreas são críticas, então é preciso estudar por onde começar. Assim, fazemos um plano norteador para resolver os problemas. É o plano que vai dizer onde é mais crítico, onde realmente precisa, quem vai fazer e como vai fazer. Pois tão importante quanto à disponibilização da água potável, é o controle de gestão da distribuição dessa água” – revelou Renato Saraiva.

O coordenador do programa explicou também que, agora, o Água Doce atende aos requisitos de sustentabilidade. Pois o concentrado de sais proveniente da dessalinização, que antes era devolvido diretamente ao meio ambiente, agora é destinado a tanques de contenção e de evaporação. Em algumas comunidades, esse concentrado pode ser utilizado no sistema produtivo integrado sustentável, como em Santana do Ipanema.

Renato Saraiva afirmou ainda que outro fator que preocupa no processo de distribuição de água potável no semi-árido, é a condição climática. De acordo com ele, com o avanço do aquecimento global, o processo de evaporação da água acelera e locais que levavam 20 anos para secar completamente, hoje demora menos de 50% desse tempo. Fazendo com que no futuro, a água subterrânea seja uma das poucas fontes disponíveis.

O secretário de Estado, Alex Gama, também acompanhou a reunião com o Ministério do Meio Ambiente, tendo em vista que a Semarh é responsável pela coordenação estadual do Programa Água Doce em Alagoas, já que a água subterrânea é de domínio estadual.